Wednesday, July 16, 2008

No império de José Ga

a sul dum corpo que nunca fecha mesmo no domingo
preciso dum pouco de sal, de sol
e precisamente dum pouco mais de do re mi fa sol
preciso dum Fernando Pessoa por exemplo
e duma pessoa especial em cada mil
com um coração decapotável
capaz de atacar os extraterrestres, os medíocres e a camada do ozono
um tambor ressoa, ao longe, na floresta
o meu relógio nunca atrasa
então, vens ou não?
eu irei
mesmo se ficares

gota a gota
amo você minha gata
não há comboio para orkut hoje
é só subir lá
a asa dum sonho atroz

(Na janela – José ga, 2008)

sexta-feira, Março 28,2008

2 comments:

ellenuss said...

Gosto deste seu jeito de falar da vida, dos acontecimentos e do nada, que teima diáriamente, em nos rodear.
Custei a reconhecer o valor da tua palavra. Azar o meu.
Muita inspiração e paz...

Luciah López said...

Precisamos sim, de mais sal, de mais música, de mais poesia, mais, muito mais dó, ré, mí, fá, sol queimando a pele e germimando sementes nesta terra árida. Talvez quando tudo for um enorme jardim florido, possamos então cantar, falar e declamar poesias numa só idioma...a língua do amor universal.
Abraços, Luciah López